A Pupilo marcou presença em mais uma edição do Mercado de Indústrias Criativas do Brasil (MICBR 2025). Foi um espaço de escuta, articulação e construção de pontes entre o audiovisual, a educação e os territórios que atravessam nosso trabalho.
Selecionada pelo Edital de Chamamento Público MinC nº 3/2025, a Pupilo participou do evento como demandante/compradora, com foco na ampliação de parcerias estratégicas, circulação de conteúdos e desenvolvimento de projetos ligados à infância, diversidade, educação e impacto social.
Realizado pelo Ministério da Cultura, o MICBR é hoje um dos principais espaços de articulação entre agentes das indústrias criativas do Brasil e do exterior. Mais do que rodadas de negócios, o evento cria um ambiente onde ideias circulam, metodologias se cruzam e redes se fortalecem.
Para a Pupilo, estar no MICBR significou acessar diferentes modos de fazer audiovisual, do cinema experimental à animação infantil, das experiências imersivas à formação em escolas públicas.
Ao longo dos três dias de evento em Fortaleza, a Pupilo participou de rodadas de negócios com produtoras, coletivos e empresas de diversas regiões do Brasil e também do exterior. As conversas apontaram interesses comuns em coproduções, circulação de obras, ações formativas e projetos educativos.
Durante essas rodadas, a Pupilo dialogou com produtoras e coletivos de diferentes regiões do país, fortalecendo conexões com iniciativas alinhadas ao audiovisual educacional, à infância e ao impacto social. Entre os encontros estiveram A Casa do Rio (Rondônia), que apresentou o projeto Pela Água Sempre, voltado à água amazônica, mitologia brasileira e impactos ambientais; Paideia (São Paulo), com foco em filmes de impacto sobre brasilidades, negritudes, diversidade LGBTQIA+ e conteúdos infantojuvenis; Olho de Vidro (Salvador), referência em cinema de gênero, oficinas e festivais voltados para mulheres; e Memorabilia Filmes (Bahia/Sergipe), que desenvolve a Mostra de Filmes de Rua e iniciativas de acessibilidade como a Mostra Curtas Libras. Também participaram das conversas a Cine Deia e a Akan Produções (Fortaleza), com forte atuação em formação audiovisual e projetos sociais; a Descalzo Audiovisual (Caruaru), com curtas como Em Vigília, Nordeste: Água e Óleo e Creuza; a Levante Filmes (Niterói), com destaque para a animação pré-escolar Hugo e Serena; a Filme Simples (Rondonópolis), com mostras LGBT e documentários indígenas; além de iniciativas como Somos Instantes (Jaraguá do Sul), WW Filmes (Petrolina), Bando de Brincantes (Porto Alegre), Fontele (Brasília), Cine Diáspora (Belém), Mira-Lumo, Kocria Audiovisual, Ruidosa Alma, Renderframe Produções e Rapadura Atômica (Cascavel), que apresentaram projetos ligados à animação, infância, território, diversidade, educação e circulação em escolas públicas.
No campo internacional, a Pupilo estabeleceu diálogos estratégicos com iniciativas de Angola e da Espanha, ampliando perspectivas de coprodução e intercâmbio cultural. A Aprocima (Angola) demonstrou interesse em coproduções entre Brasil e Angola, distribuição de filmes e realização de oficinas de formação audiovisual, com atuação destacada em animação. Já o Ibercover Studio (Madri) apresentou seu centro de formação artística para crianças e projetos voltados a experiências imersivas e realidade virtual, especialmente relacionados ao patrimônio histórico espanhol.
Além das rodadas, a participação incluiu capacitações e palestras voltadas à compreensão do mercado audiovisual contemporâneo. A mesa “Cultura em fluxo: globalização, plataformas de streaming e a nova economia do audiovisual” trouxe reflexões fundamentais sobre o papel das plataformas de streaming que se tornam os novos “porteiros” e distribuidores de conteúdo moldando o que assistimos por meio de algorítmos de recomendação e decisões de produção de conteúdo original. Também houve a discussão da nova economia do audiovisual, com a transição do modelo tradicional de cinema e televisão a cabo para o consumo sob demanda (SVOD, AVOD). Isso inclui mudanças no financiamento das produções audiovisuais, modelos de assinatura, medição de audiência e ascensão de “guerras de streaming” pela atenção do espectador.
Esses debates contribuíram diretamente para o reposicionamento estratégico da Pupilo, reforçando a importância de conteúdos com identidade local, mas pensados para dialogar com diferentes públicos e plataformas.
A avaliação da participação no MICBR 2025 é clara: impacto altamente positivo. O evento fortaleceu redes de colaboração, abriu caminhos para parcerias futuras e reafirmou a potência do audiovisual como ferramenta de educação, transformação social e construção de imaginários mais plurais.
Seguimos acreditando em políticas públicas de cultura como motor de acesso, troca e permanência.



