Especial Carnaval

Especial Carnaval · Noite 1 — Entre Máscaras e Sorrisos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2026 · 19h30 · Joaçaba

  • Data17/12quinta-feira
  • Horário19h30
  • LocalNa rua, em frente à sede da Vale Samba · Rua Tiradentes, 500 · Joaçaba
  • EntradaGratuitasem retirada de ingresso
  • AcessibilidadeLibrasintérprete na sessão e no debate
  • ClassificaçãoL

Abertura do Especial Carnaval, na rua, em frente à Vale Samba. Entre Máscaras e Sorrisos, documentário de Airton Cevey Junior, entra nos bastidores do carnaval de Joaçaba e Herval d’Oeste — dos primeiros blocos às escolas de samba de hoje. Depois do filme, conversa com o diretor, com interpretação em Libras.

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2026. Na rua, em frente à sede da Vale Samba (Rua Tiradentes, 500, Joaçaba). Público a partir das 19h30, falas às 20h e filme às 20h10. Entrada gratuita, sem retirada de ingresso, com interpretação em Libras. Acompanhe @cineclube.pupilo.

Na tela

Cena de Entre Máscaras e Sorrisos

Entre Máscaras e Sorrisos

2024 · 75 min · direção de Airton Cevey Junior

O documentário investiga os bastidores do carnaval de Joaçaba e Herval d’Oeste — dos primeiros blocos de rua ao surgimento das escolas de samba e da LIESJHO —, revelando histórias, afetos e contradições que atravessam a festa a partir do olhar de seus protagonistas: artistas, trabalhadores e integrantes das escolas. Um retrato do carnaval como espaço…

Ficha completa do filme →

Mediação e debate

Foto de Airton Cevey Junior

Airton Cevey Junior

Diretor de "Entre Máscaras e Sorrisos"

Diretor e produtor de Herval d'Oeste, à frente da produtora Real Time Video Produções desde 1999. Foi diretor de produção da TV Barriga Verde em Joaçaba e dirigiu os documentários "Entre Máscaras e Sorrisos", "O Mistério Erguido: Revelações na Cruz Turística" e o dos 60 anos do Autódromo Cavalo de Aço de Joaçaba.

Texto curatorial · Especial Carnaval

Onde o samba fez morada

Há uma imagem que atravessa os filmes desta mostra: alguém que passou o ano inteiro costurando, ensaiando, esperando — e que, por alguns minutos, cruza a avenida carregando uma comunidade inteira no corpo. O carnaval é festa, mas é também arquivo. Guarda nos sambas-enredo, nas fantasias e nos passos do mestre-sala as histórias que quase nunca couberam nos livros.

Em Joaçaba e Herval d'Oeste, separadas — e costuradas — pelo Rio do Peixe, essa história começa cedo. Em 1934 o jornal Cruzeiro do Sul já noticiava um desfile na Rua Getúlio Vargas, e as primeiras batucadas nasceram de raízes afro-brasileiras, em casas de santo de Herval d'Oeste. Dos casais do "Que Murmurem", que nos anos 1950 levavam o carnaval às ruas e aos clubes, às escolas que hoje põem milhares de pessoas na avenida — organizadas desde 1996 pela LIESJHO —, a festa virou uma das mais tradicionais do Sul do Brasil. Entre Máscaras e Sorrisos, de Airton Cevey Junior, abre a mostra entrando nesses bastidores: o barracão, a costura, as disputas, os afetos, quem faz a festa acontecer.

Mas essa história não é só nossa. Em Joinville, a "Cidade da Dança" de herança europeia, o samba ganhou endereço em 1967, quando amigos do Kênia Clube — clube da comunidade negra da cidade — criaram o bloco que viria a ser a Príncipes do Samba; é desse chão que falam os mestres de Notáveis do Samba, de Alceu Bett. Em Jaraguá do Sul, outra cidade que se conta alemã e italiana, Manuel da Rosa, o Mestre Manequinha, fundou a Estrela D'Alva em 1938 e manteve o carnaval vivo por décadas, trazendo a cultura afro-brasileira para o centro da festa — é ele o personagem de Manequinha, de Thiago Barba. E em Florianópolis, no Morro da Caixa, moradores do morro e marinheiros saudosos do Rio fundaram em 1955 a Embaixada Copa Lord, uma das escolas mais antigas e premiadas do estado, retratada em Lorde do Carnaval, de Gabriela Rovai.

Ver esses filmes juntos é fazer algumas perguntas. Quem guarda a memória do carnaval quando os holofotes se apagam? O que acontece com um saber — bater um surdo, conduzir uma bandeira, riscar um enredo — quando seus mestres partem? Por que, num Sul que tantas vezes se narra europeu, foram comunidades negras que fizeram do samba uma forma de existir e de ocupar a cidade? E o que Joaçaba reconhece de si mesma no carnaval de Joinville, de Jaraguá e da Ilha?

Por isso as sessões acontecem nas próprias escolas de samba — na rua, em frente à escola, ou no barracão —, com quem faz o carnaval na plateia e no debate. Que o cinema, aqui, seja menos uma tela e mais uma roda: um lugar de ver, de lembrar e de conversar.

Curadoria: Pupilo

Programação: Especial Carnaval

Na imprensa

Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) — Ministério da Cultura, Governo Federal — por meio do Edital de Chamamento Público Cultural nº 01/2026 do Município de Joaçaba. Realização: Pupilo e Celeiro Cultural. Apoio: LIESJHO — Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d'Oeste.

Cinema é educação

As sessões do Cineclube Pupilo levam cinema e mediação pedagógica a escolas e comunidades.