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Especial Carnaval

Especial Carnaval · Noite 3 — Lorde do Carnaval + Manequinha

sábado, 19 de dezembro de 2026 · 19h30 · Herval d'Oeste

  • Data19/12sábado
  • Horário19h30
  • LocalNa rua, em frente à Unidos do Herval · Av. Beira Rio · Herval d'Oeste
  • EntradaGratuitasem retirada de ingresso
  • AcessibilidadeLibrasintérprete na sessão e no debate
  • ClassificaçãoL

Sessão dupla de encerramento, na rua, em frente à Unidos do Herval. Lorde do Carnaval, de Gabriela Rovai, sobre a Embaixada Copa Lord, de Florianópolis, e Manequinha, de Thiago Barba, sobre o Mestre Manequinha, ícone do carnaval de Jaraguá do Sul. Depois, conversa com Thiago Barba, com Lu Antunes, codiretora de Manequinha, e com o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Copa Lord, Michel Costa e Kamila Maria, com interpretação em Libras.

Sábado, 19 de dezembro de 2026. Na rua, em frente à Unidos do Herval (Av. Beira Rio, Herval d’Oeste). Público a partir das 19h30, falas às 20h e filme às 20h10. Entrada gratuita, sem retirada de ingresso, com interpretação em Libras. Acompanhe @cineclube.pupilo.

Na tela

Cena de Lorde do Carnaval

Lorde do Carnaval

2019 · 26 min · direção de Gabriela Rovai

Documentário sobre “seo Terry”, primeiro mestre-sala da Embaixada Copa Lord, escola de samba fundada em 1955, no Morro da Caixa (Monte Serrat), em Florianópolis — uma das mais antigas e premiadas de Santa Catarina. Lorde do Carnaval é um filme sobre o legado do mestre-sala Carlos Alberto de Maria, o seo Terry. Referência no Carnaval de…

Ficha completa do filme →
Cena de Manequinha

Manequinha

2025 · 23 min · direção de Thiago Barba

“Manequinha – Do Samba ao Céu” resgata a trajetória de Manuel da Rosa, o Mestre Manequinha, um ícone das artes populares em Jaraguá do Sul. O curta explora sua influência no cenário cultural, celebrando seu legado e a paixão que o levou do ritmo do samba à imortalidade na memória da cidade.

Ficha completa do filme →

Mediação e debate

Foto de Kamila Maria

Kamila Maria

Porta-bandeira · Embaixada Copa Lord

Atriz, diretora de arte e produtora cultural, formada em Direito pela UFSC. Pesquisa a preservação do direito à memória negra através da arte e da cultura. Com trajetória na dança, no teatro e no audiovisual, foi 1ª porta-bandeira da Embaixada Copa Lord. Integra o Coletivo Independente de Arte Negra Nosso Olhar e é conselheira titular no Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis.

@kamilamariia
Foto de Lu Antunes

Lu Antunes

Codiretora de "Manequinha"

Lu Antunes é artista visual, atriz e especialista em Teatro de Animação e audiovisual. Atua como diretora, diretora de arte e fotografia, produtora e atriz em filmes, webséries e videoclipes. Seus principais trabalhos são: O Quarto de André (2021), Nonato, o Barato (2022–2025) e Manequinha – do Samba ao Céu, que receberam 7 troféus, 19 indicações e 5 Menções Honrosas.

Foto de Michel Costa

Michel Costa

Mestre-sala · Embaixada Copa Lord

Primeiro mestre-sala da Embaixada Copa Lord, formado no projeto de mestre-sala e porta-bandeira do grande Mestre Terri.

@michelcosta53
Foto de Thiago Barba

Thiago Barba

Diretor de "Manequinha"

Multiartista de Jaraguá do Sul que trabalha com audiovisual, teatro, música e literatura. Já recebeu 9 troféus — como diretor, editor, escritor, ator e designer de maquiagem — e mais de 26 indicações, também como roteirista, dramaturgo, compositor, iluminador e declamador. Suas produções foram selecionadas em festivais de 17 estados e do Distrito Federal e de outros 27 países, somando 31 prêmios, 68 indicações e 5 menções honrosas.

@thiago.barba_

Texto curatorial · Especial Carnaval

Onde o samba fez morada

Há uma imagem que atravessa os filmes desta mostra: alguém que passou o ano inteiro costurando, ensaiando, esperando — e que, por alguns minutos, cruza a avenida carregando uma comunidade inteira no corpo. O carnaval é festa, mas é também arquivo. Guarda nos sambas-enredo, nas fantasias e nos passos do mestre-sala as histórias que quase nunca couberam nos livros.

Em Joaçaba e Herval d'Oeste, separadas — e costuradas — pelo Rio do Peixe, essa história começa cedo. Em 1934 o jornal Cruzeiro do Sul já noticiava um desfile na Rua Getúlio Vargas, e as primeiras batucadas nasceram de raízes afro-brasileiras, em casas de santo de Herval d'Oeste. Dos casais do "Que Murmurem", que nos anos 1950 levavam o carnaval às ruas e aos clubes, às escolas que hoje põem milhares de pessoas na avenida — organizadas desde 1996 pela LIESJHO —, a festa virou uma das mais tradicionais do Sul do Brasil. Entre Máscaras e Sorrisos, de Airton Cevey Junior, abre a mostra entrando nesses bastidores: o barracão, a costura, as disputas, os afetos, quem faz a festa acontecer.

Mas essa história não é só nossa. Em Joinville, a "Cidade da Dança" de herança europeia, o samba ganhou endereço em 1967, quando amigos do Kênia Clube — clube da comunidade negra da cidade — criaram o bloco que viria a ser a Príncipes do Samba; é desse chão que falam os mestres de Notáveis do Samba, de Alceu Bett. Em Jaraguá do Sul, outra cidade que se conta alemã e italiana, Manuel da Rosa, o Mestre Manequinha, fundou a Estrela D'Alva em 1938 e manteve o carnaval vivo por décadas, trazendo a cultura afro-brasileira para o centro da festa — é ele o personagem de Manequinha, de Thiago Barba. E em Florianópolis, no Morro da Caixa, moradores do morro e marinheiros saudosos do Rio fundaram em 1955 a Embaixada Copa Lord, uma das escolas mais antigas e premiadas do estado, retratada em Lorde do Carnaval, de Gabriela Rovai.

Ver esses filmes juntos é fazer algumas perguntas. Quem guarda a memória do carnaval quando os holofotes se apagam? O que acontece com um saber — bater um surdo, conduzir uma bandeira, riscar um enredo — quando seus mestres partem? Por que, num Sul que tantas vezes se narra europeu, foram comunidades negras que fizeram do samba uma forma de existir e de ocupar a cidade? E o que Joaçaba reconhece de si mesma no carnaval de Joinville, de Jaraguá e da Ilha?

Por isso as sessões acontecem nas próprias escolas de samba — na rua, em frente à escola, ou no barracão —, com quem faz o carnaval na plateia e no debate. Que o cinema, aqui, seja menos uma tela e mais uma roda: um lugar de ver, de lembrar e de conversar.

Curadoria: Pupilo

Programação: Especial Carnaval

Na imprensa

Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) — Ministério da Cultura, Governo Federal — por meio do Edital de Chamamento Público Cultural nº 01/2026 do Município de Joaçaba. Realização: Pupilo e Celeiro Cultural. Apoio: LIESJHO — Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d'Oeste.

Cinema é educação

As sessões do Cineclube Pupilo levam cinema e mediação pedagógica a escolas e comunidades.